O que causa melasma e por que ele volta? Entenda as causas

O melasma é uma condição crônica da pele caracterizada pelo surgimento de manchas escuras, principalmente no rosto. Seu aparecimento está relacionado à predisposição genética, à exposição à radiação ultravioleta e à luz visível, às alterações hormonais e a fatores comportamentais. Mesmo após um tratamento bem-sucedido, o melasma pode voltar caso os fatores desencadeantes permaneçam presentes. A boa notícia é que, com acompanhamento dermatológico e cuidados contínuos, é possível controlar a doença e reduzir significativamente as recidivas.

O que é melasma?

O melasma é uma alteração da pigmentação da pele causada pelo aumento da produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele.

As manchas costumam ser:

  • castanhas ou acinzentadas;
  • simétricas;
  • localizadas principalmente na testa, bochechas, nariz, buço e mandíbula.

Embora não represente risco à saúde, o melasma pode impactar a autoestima e a qualidade de vida.

Para que serve este diagnóstico?

Identificar corretamente o melasma é importante porque seu tratamento é diferente de outras manchas da pele, como lentigos solares, hiperpigmentação pós-inflamatória e algumas lesões pigmentadas.


O que causa o melasma?

O melasma não possui uma única causa. Atualmente, entende-se que ele resulta da combinação entre predisposição genética e fatores ambientais.

Os principais fatores envolvidos são:

  • predisposição genética;
  • exposição à radiação ultravioleta (UVA e UVB);
  • exposição à luz visível;
  • calor excessivo;
  • alterações hormonais (gravidez, anticoncepcionais e terapia hormonal);
  • envelhecimento da pele;
  • processos inflamatórios.

Além desses fatores, alguns hábitos de vida podem favorecer a persistência ou piora do quadro.


A genética realmente influencia?

Sim.

A predisposição genética é considerada um dos fatores mais importantes.

É comum que pacientes relatem casos semelhantes em mães, irmãs ou outros familiares.

Isso explica por que algumas pessoas desenvolvem melasma mesmo com níveis de exposição solar semelhantes aos de outras pessoas que nunca apresentam manchas.


Por que o melasma volta mesmo depois do tratamento?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes.

O melasma é considerado uma doença crônica.

Isso significa que os tratamentos conseguem controlar as manchas, mas não eliminam a predisposição da pele a produzi-las novamente.

Após a melhora, muitas pessoas acabam retomando hábitos que favorecem o reaparecimento do problema.

Entre eles estão:

  • exposição solar sem proteção adequada;
  • uso irregular do protetor solar;
  • abandono da rotina de skincare prescrita;
  • tabagismo;
  • alimentação rica em alimentos ultraprocessados;
  • privação de sono;
  • exposição frequente ao calor intenso.

Em outras palavras:

o tratamento remove as manchas existentes, mas não elimina os fatores que estimulam sua formação.


O sol é o principal responsável pelo reaparecimento?

Sim.

A radiação ultravioleta continua sendo um dos principais estímulos para a produção excessiva de melanina.

Mesmo pequenas exposições diárias podem manter a atividade das células responsáveis pela pigmentação.

Exemplos comuns incluem:

  • caminhar até o carro;
  • dirigir;
  • permanecer próximo a janelas;
  • praticar atividades ao ar livre.

Por isso, o uso diário de protetor solar faz parte do tratamento, mesmo em dias nublados.


A luz visível também piora o melasma?

Sim.

Além da radiação ultravioleta, a luz visível emitida pelo sol e por algumas fontes artificiais pode estimular a pigmentação em pessoas predispostas.

Esse efeito é mais evidente em peles morenas e negras.

Por esse motivo, muitos dermatologistas recomendam filtros solares com cor, que ajudam a proteger também contra parte da luz visível.


Alimentação e estilo de vida podem influenciar?

Cada vez mais estudos sugerem que hábitos de vida interferem na saúde da pele e podem influenciar doenças inflamatórias e pigmentares.

Embora a alimentação, isoladamente, não cause melasma, alguns comportamentos podem favorecer um ambiente inflamatório que dificulta seu controle.

Vale a pena investir em:

  • alimentação rica em frutas, verduras e vegetais;
  • boa ingestão de água;
  • prática regular de atividade física;
  • sono adequado;
  • abandono do cigarro.

Esses hábitos não substituem o tratamento dermatológico, mas ajudam a preservar os resultados.


Como funciona o tratamento do melasma?

O tratamento é individualizado e depende da profundidade das manchas, do tipo de pele e do histórico do paciente.

A estratégia costuma combinar diferentes abordagens.

Podem ser utilizados:

  • clareadores tópicos;
  • antioxidantes;
  • fotoproteção rigorosa;
  • peelings químicos;
  • tecnologias a laser (quando bem indicadas);
  • medicamentos orais em casos selecionados;
  • rotina personalizada de skincare.

Mais importante do que remover as manchas é controlar os fatores que fazem o melasma retornar.


É possível evitar que o melasma volte?

Não existe uma cura definitiva, mas é possível reduzir bastante as recidivas.

Os principais cuidados incluem:

  • usar protetor solar diariamente;
  • reaplicar ao longo do dia quando houver exposição;
  • utilizar barreiras físicas, como chapéus e bonés;
  • manter uma rotina de cuidados orientada pelo dermatologista;
  • evitar exposição excessiva ao calor;
  • abandonar o cigarro;
  • manter hábitos de vida saudáveis;
  • realizar acompanhamento periódico.

Pacientes que seguem um plano de manutenção costumam apresentar resultados mais duradouros.


Quem deve procurar um dermatologista?

A avaliação médica é indicada para qualquer pessoa que apresente manchas faciais persistentes ou progressivas.

Também é importante procurar atendimento quando:

  • as manchas aumentam rapidamente;
  • surgem durante a gravidez;
  • aparecem após uso de anticoncepcionais;
  • os tratamentos anteriores não apresentaram resultado;
  • existe dúvida sobre o diagnóstico.

Nem toda mancha no rosto é melasma, e o diagnóstico correto faz diferença no tratamento.


Mini FAQ

O melasma tem cura?

Não. O melasma é uma doença crônica, mas pode ser controlado com tratamento adequado e manutenção contínua.

O protetor solar sozinho resolve?

Não. A fotoproteção é essencial, mas geralmente precisa ser associada a clareadores, skincare e, em alguns casos, procedimentos realizados pelo dermatologista.

Fumar piora o melasma?

O tabagismo aumenta o estresse oxidativo e acelera o envelhecimento da pele, fatores que podem dificultar o controle do melasma e comprometer a qualidade da pele.

Quem teve melasma uma vez sempre terá?

Existe predisposição para novas crises. Entretanto, pacientes que mantêm hábitos saudáveis e seguem acompanhamento dermatológico costumam permanecer por longos períodos com as manchas controladas.

Laser pode tratar melasma?

Sim, em casos selecionados e com indicação criteriosa. Alguns lasers podem auxiliar no tratamento, mas a escolha da tecnologia deve ser feita por um dermatologista experiente, pois abordagens inadequadas podem piorar a pigmentação.


Conclusão

O melasma resulta da combinação entre predisposição genética e fatores externos, como exposição solar, luz visível, calor e hábitos de vida. Por ser uma condição crônica, o objetivo do tratamento não é apenas clarear as manchas, mas controlar os estímulos que favorecem seu retorno.

No CTPELE, cada paciente é avaliado de forma individual para que o tratamento seja personalizado, combinando ciência, tecnologia e cuidados contínuos. Dessa forma, é possível conquistar resultados mais naturais, consistentes e duradouros.

Atualizado em: julho/2026